Amor & Poesias Messenger Love & Passion of Lustato

Amor, Poemas de Amor, Poesias, Pensamentos, Saudade, Paixão: Tudo! Simple All of Lustato Tenterrara!

Textos

     Meu Pai e Eu: Pense num Homem que Admiro!
                          "O Diário Autobiográfico de Meu Pai”
                                                                                                                         (Fragmentos)

                                                                                                                        (Lustato Tenterrara)




Prefácio à Edição On Line.

Aviso aos Navegantes...

Prezados Colegas e Amigos de paixão pelos textos... Pela leitura...

Indiquei para um amigo escritor, no Forum do Recanto, um livro, que pensei publicar aqui no site no sábado passado. Trata-se de uma autobiografia entrelaçada em um Romance... Ele estava pedindo a indicação de um livro que contivesse traços de realidade e humor entre outros ingredientes...

Nem titubiei... Cliquei logo, e respondi: Tenho um texto assim, assado, etc... Alertei que ele iria sorrir... Mas que também poderia chorar!!!

E é Verdade!

Disse isso porque sei... A história passa, como se fosse um filme!
Está na 3.ª edição impressa...

(on line... Será a primeira edição)

Gostoso de ler!

As lembranças,

Vontade de rir... Outras, de chorar...

Inocência...

Tristezas... Desilusões... Sofrimento... Fome... Solidão...

Mas também...

Alegrias... Sonhos... Realização!

Maturidade...

Embora não transcrito adiante, o Romance, na íntegra, apresenta um outro protagonista, a compartilhar suas emoções com o leitor, a partir de meados do século passado...

Quem chegou até aqui... Retorne daqui a meia hora...

Fui pegar uns registros a respeito do livro... Alguns depoimentos... Alguns fragmentos...

Em um outro Computador... Venho já! (Desculpe)

Prometo voltar antes das 21 horas...

The, 23.04.2007 20:15 Lustato Tenterrara

Um abraço!


The, 23.04.2007 22:45 Lustato Tenterrara...   

Oi... Voltei...
Eh! He, he... Não sou mesmo bom em "horários-limite!

Mas, tudo bem... Voltei...

Adiante, apenas fragmentos relativos aos textos do primeiro protagonista, o Dr. João Ferreira de Melo, o meu Pai!

Um menino perdido no sertão de Pernambuco...

Um quebrador de pedras em fábricas de fazer cal...

Lá pelo final, ele relatará que hoje vive bem, e mora num pedaço de terra que costuma dizer ser um presente que Deus lhe deu, aqui na terra... Um terreno... Uma chácara... Um sítio! Onde reúne a família, os amigos e os amigos de amigos. São quase quatro hectares, com capivaras, emas, macacos, lagoas, ilhas, pedalinhos... Tem até flogão... E uma Comunidade, no Orkut... Mas não se preocupe, ao final do texto eu indico o link para chegar lá!

Para esta introdução não ficar muito grande, vou logo trascrever os fragmentos de que tanto falo.

Um abraço,

The, 23.04.2007 23:56 Lustato Tenterrara






Prefacio à Primeira Edição
Janeiro, 2003, Abril, 2007

Numa honra “mais maior de grande”, estou apresentando a este Recanto uma história verídica. A primeira parte, contendo “O Diário Autobiográfico de Meu Pai”, com alguns fragmentos, mais adiante transcritos.

Numa experiência literária, que não está adiante transcrita, a história de meu pai, depois, entrelaça-se com uma história correlata, chamada, "Meu Pai e Eu: Pense num Homem que Admiro!" e, depois, ainda, uma outra história, chamada "Fragmentos da Terra e da Mente"
onde a verdade e a ficção se misturam, se entrelaçam, se completam...

Neste prólogo... Apenas fragmentos relativos ao primeiro protagonista...

Quanto ao segundo protagonista e o romance entrelaçado... Vocês terão a oportunidade de conhecer depois... Ele até que dá as caras em um ou dois fragmentos dos enxertos transcritos... Mas nem ele mesmo ainda sabe disso!

Quanto a meu pai... Um dos protagonistas desta história, é hoje o Dr. João Ferreira de Melo, Aposentado, mas Advogado Militante e do qual, mesmo sendo seu filho, não pecarei dizendo o óbvio: Honesto e trabalhador! Sábio e professor! Amante e amador...

Simples... Incauto... E crente na boa-fé dos homens!

Pagando alto preço, não somente uma, mas algumas vezes. Em todas, porém, acreditando na Providência Divina a desatar os nós, moço religioso que era (e é), do tipo religioso mesmo, até bem na sua maturidade.

(...)

Lembro de que, desde criança, diariamente, ficávamos, eu e meus irmãos, maravilhados com os seus ensinamentos de vida, de estudo, de boas ações diárias, chamadas em código familiar de B.A’s, e que possuem freqüência itinerante, em face da desigualdade social a macular 90% daqueles que o rodeiam.

(...)

Em verdade, sua trajetória de vida é um exemplo a fornecer esperança aos menos favorecidos... Aos quebradores de pedras... Uma história de luta e sucesso. Do não ter o que comer, à mesa farta. E repartida e repartida e repartida, e que continua uma mesa farta, no milagre da multiplicação dos pães.

Esse é o meu pai. Aquele que se delicia em dar o peixe ao faminto, mas que sente verdadeiro êxtase quando consegue ensiná-lo a pescar.

João Ferreira de Melo é nordestino, de raça, com os seus genes originários de Pernambuco.

Essa epopéia (...), teremos de contar, pois a comprovar a força, a saga nordestina de seus ancestrais, os quais vieram fuçar por estas bandas do Piauí, fugindo da seca de 1872, que castigara até mesmo o Pajeú — que quando tem água, deságua no São Francisco.

Pois bem, naquele ano de 1872, nascera o seu avô paterno, João Perpedigno de Melo (João de Melo), o qual, ainda criança, seguiu a romaria de sua família pelo sertão pernambucano, fugindo da seca, saindo de Serra Talhada, no sertão pernambucano, por absoluto estado de miséria.

Em 1977, João de Melo, com apenas cinco anos de idade, com as costas feridas pela cangalha da montaria — impedindo-o de continuar a viagem, fora deixado pelos seus, mal chegando, aquela romaria de retirantes, ao lugarejo denominado Campo Santo, já naquela época (como hoje), um pequeno povoado perdido no sertão de Ouricuri.

Ficou João de Melo, porém com a promessa, de seus familiares, de retornarem assim que estabelecidos em alguma paragem...

Não retornaram jamais!

Mesmo assim, prosperou João Perpedigno de Melo, o avô de João Ferreira de Melo, naqueles idos de fins do Século XIX. A seu modo e mais devagar, como é próprio das entranhas do sertão. Filhos, fê-los mais de quarenta. De seu sítio, somente não se extraía o sal.

Seu neto, João Ferreira de Melo (João Melo, o Meu Pai), nascido já no Século XX, mas também numa seca, a de 1932, inda chegou a ser moleque de vender doces nas paragens dos ônibus de Ouricuri, no sertão pernambucano.

Nesta autobiografia há relatos que comovem, pela sua beleza, pela sua simplicidade, pelos seus ensinamentos. É a odisséia de meu pai: De seus tempos de criança, do seu primeiro presente, dos seus encantos e desencantos, até hoje, aposentado, mas advogado militante, nos tribunais do Piauí e Maranhão.

E sendo descendente dessa turma de nordestinos bravos e desbravadores, que se fizeram sozinhos na colonização do Piauí e Pernambuco, somente posso parabenizá-lo e agradecer a Deus a sua existência, a sua sapiência e as suas brincadeiras.

Parabéns, Papai! Que Deus continue te iluminando: Te dando força e luz; sabedoria e discernimento; amor e compaixão!

(Lustato Tenterrara, in Prefácio à Primeira Edição)





  O Diário Autobiográfico de Meu Pai
               (Fragmentos do livro)

 
Escrito por João Ferreira de Melo e Lustato Tenterrara

"(...)
1941
Estávamos em plena Segunda Guerra Mundial. Vi o primeiro avião passando por cima de Campo Santo. Achei o máximo aquele objeto voar como um passarinho.

(...)



                     Madrinha Santa


Graças aos esforços de minha mãe e o apoio de Seu Tônio, fui mandado para Santa Cruz a fim de estudar, onde havia uma escola estadual.

Fui hospedar-me na casa de minha madrinha de batismo. Madrinha Santa, era o seu nome.

Aulas pela manhã, sendo que às 12 horas me era incumbido de levar a comida dos trabalhadores na roça, distante quatro quilômetros. E só depois almoçava.

A estrada toda sentindo o cheiro da comida que levava, e a honestidade do menino Joãozinho impedindo-o de beliscar os pratos dos trabalhadores.

E nenhuma vez fez isso. Até que um dia, dizem, dei um desmaio, e por sugestão de uma das filhas da Madrinha Santa eu deveria almoçar antes de levar a comida. E assim foi feito.

À tarde, antes dos deveres escolares, eu vendia cocadas. Muito cheirosas, mas eu não podia comê-las. E realmente não as comia, mas constantemente era debitado em um caderno pelas faltantes na prestação de contas e que meus pais ajustavam a cada seis meses.


                   O Menino da Cadeira

A escola estadual onde estudava não tinha carteiras. Cada aluno deveria levar sua própria cadeira. Todos levavam, e lá a deixavam até o término do ano letivo. Com exceção do Joãozinho, que deveria levá-la e trazê-la todos os dias, conforme instruções da Madrinha Santa. De tanto levar e trazer a tal cadeira todos os dias, fiquei conhecido como o menino da cadeira.

Sem que o menino da cadeira tomasse tento, nas paragens de Água Branca, no Piauí, nesse ano de 1943, nascia Maria Vilani Carvalho de Oliveira, que veio a ser sua esposa, fiel e companheira, passando seu nome a Maria Vilani Carvalho de Melo, da qual muito me orgulho e agradeço a Deus sua existência e a ela a dedicação que me deu.

Vilani, quando menina, correndo pelos caminhos de passar bois, desejou seu o Alto do Açude... E o tem. Quis ser doutora... E o é. Sendo Promotora de Justiça, exerce o seu ofício, magistralmente, ora na Capital, ora no município de São Pedro do Piauí, vizinho à sua terra natal, sendo, todas aquelas paragens memória viva de sua infância e puberdade.

(...)

1946

(...)

                           Cilinha

Em Santa Cruz, com treze anos, parei de brincar e tornei-me empresário. Naquela época, todo garoto de 7 a 15 anos era proprietário de um carro de madeira para descer ladeiras. E se faziam campeonatos.

E havia uma peça desses carros, chamada eixo, que se quebrava muito. E essa peça só podia ser da madeira do pau-pereira, árvore rara e só existente distante da cidade.

De sorte que, por ocasião das corridas, se alguém quebrasse o eixo era o fim da participação. Então montei um estoque de eixos, preparados por mim, e ganhei algum dinheiro que servia para ajudar minha mãe e até montei um carro para mim também.

Tornei-me campeão numa certa temporada e arranjei minha primeira namorada. Tinha eu 13 anos e ela, 12. Chamava-se Cilinha.

Fiz-lhe muitos bilhetes, mas, com vergonha, nunca entreguei nenhum. A última vez que a vi foi em 1954, na cidade de Ouricuri. Já com mais de 20 anos, muito bonita. Apresentou-me a alguns jovens seus amigos. Soube mais tarde que se casou com um Oficial do Exército e em seguida ficou viúva. Nada mais soube.

(...)


         Uma bola...  O Globo Terrestre
1950

Durante o ano letivo de 1950 aconteceu um fato interessante. Um certo professor, de Geografia, orientou a turma para que se comprasse um globo terrestre para melhor aprender Geografia. Eu não podia, mas já naquele tempo era criativo. Comprei, por alguns centavos, uma bola branca e tomei emprestado um globo de um colega, e fiz eu mesmo o meu próprio mapa com todos os detalhes: Rios, mares, lagos, países, cidades importantes, etc.

Acontece que eu tinha uma irmã pequena, a Direnice, então com 5 anos, que aproveitava a minha saída para o colégio para brincar com o meu globo (ela não tinha uma bola!) e lá se iam meus países com seus acidentes geográficos.

E assim, de tanto fazer e refazer o tal globo, ninguém no colégio sabia Geografia melhor do que eu. E isso me foi útil a vida toda.

Já no ano seguinte, 1951, o conteúdo das provas para Sargento do Exército, 80% era Geografia, e me classifiquei entre os primeiros. Quinze anos depois, deparei com outros 80% de Geografia no concurso para os Correios e, apesar da infernal concorrência, classifiquei-me entre os dez aprovados.

Hoje a Direnice diz que não se lembra daquelas suas traquinagens de criança, mas devo muito a ela o sucesso no início de minha vida profissional. Era a mão de Deus que estava ali e ninguém sabia.

(...)

             O Lápis Quebrado em Três
1951

Em maio incorporei-me ao Exército. Recruta, Soldado, Cabo, Sargento. Meu irmão mais velho havia servido o Exército antes de mim. Orientou-me a guardar, sempre, um lápis... No armário! As provas para Cabo ocorriam de surpresa, de modo a diminuir a concorrência.

E aconteceu exatamente isso. Certo dia, disseram que ‘quem quisesse — e tivesse lápis — entrasse na sala de provas!’. Poucos tinham. O meu que nem ponta tinha, foi quebrado em três, atendendo apelos dramáticos dos colegas.

E um desses colegas, como eu, foi aprovado. Aproveitei isso para passar o ano caçoando: “ - Tu és cabo graças a mim.”

(...)

Mesmo já Sargento, bem trajado e com toda a juventude da vida, não conseguia namorar ninguém. Aquele trauma de Picos, previsto pelo Padre Vieira, me companhava.

(...)

                   O Clandestino

1952

Maio – terminado o tempo do serviço militar me deram baixa. Tentei continuar como Sargento, mas não consegui — Deus sabe o que faz e estava, também ali, do meu lado.

Hoje, como Fiscal Federal aposentado ganho talvez dez vezes mais que um Sargento do Exército — Como prêmio de consolação me ofereceram passagens para qualquer lugar. Pedi para São Paulo. Primeiro trecho: Teresina/São Luís, e lá, hospedagem no Quartel do 24.º BC.. Ficamos aguardando um navio do Loid Brasileiro que nunca veio. Quem pôde comprar passagem, prosseguiu em outro navio. Contei meu dinheiro e dava para comprar passagem até Recife. Comprei e embarquei no navio “CUIABÁ”.

Em Recife aproveitei a permanência de três dias do navio e procurei emprego em qualquer lugar, de qualquer coisa. Nada conseguindo, embarquei novamente, agora como “Clandestino”. Fizeram contagem no meio da viagem mas não me descobriram.

A chegada no Rio de Janeiro foi emocionante para mim, pois, antes de avistarmos qualquer coisa... Do navio... À distância... Avistamos o Cristo do Corcovado, com os braços abertos, envolto nas nuvens!"

Para quem não sabia nem que aquela estátua existia foi uma emoção sem limites. E pedi-lhe proteção naquele mundo desconhecido que surgia à minha frente!


                        O Milagre


E veio logo o primeiro milagre. A informação de que só descia do navio quem tivesse passagem, não se concretizou. O Porto estava cheio de pessoas esperando parentes e não houve clima para conferência. Os portões se abriram e todos saíram. Pegamos o Trem e no dia seguinte estávamos em São Paulo. E em São Paulo chegamos em 1952, eu e o nosso Presidente Lula. Eu, com 20 anos de idade e ele com 07 anos. Muito frio e sem agasalhos em pleno mês de julho, o pico do frio.

Sem dinheiro e lugar para onde ir, fui objeto de caridade de colegas de viagem que me levaram para onde tinham amigos.

No quarto, não tendo cama, dormia no chão, forrado com jornais. Felizmente, no 2º dia arranjei um emprego de datilógrafo com salário mínimo. Só que em São Paulo, e não em São Caetano, onde estava hospedado. Minha dificuldade estava no fato de haverem me avalizado num restaurante em São Caetano e em São Paulo não haver quem me avalizasse. Assim, durante um mês só me alimentava à noite quando retornava do trabalho. Foi muito triste, pois nem em Campo Santo ou Santa Cruz passei tanta fome.

(...)

  Uma Menina...  No Interior do Piauí

1956

Em dezembro desse ano fui ao Banco retirar minha economia para viajar mas o Banco havia fechado e estava em intervenção.

Com inspiração não sei de quem, fiz um trabalho sobre a História da Aviação no Brasil e remeti para a empresa de aviação Cruzeiro do Sul, pedindo uma passagem ida e volta para Teresina.

Achei que o máximo que poderia acontecer era jogarem no cesto do lixo. Mas não fizeram isso. Leram! Me chamaram lá e me deram uma passagem com 50% de desconto.

Nesse ano, em Água Branca, conheci minha futura esposa, uma garota de 13 anos. Eu andava com uma máquina fotográfica e nessas férias usei cinco filmes.

Retornando a São Paulo, mandei revelar. Um erro de laboratório inutilizou os cinco filmes e uma única negativa serviu. Era uma foto da Vilani, minha futura esposa, com dois irmãos numa bicicleta. Remeti-lhe as fotos, ela respondeu agradecendo, e daí surgiu uma correspondência amorosa e quatro anos depois resultou no nosso casamento.

Essa foto está numa moldura e a temos como causa primeira da nossa vida em comum. Somos felizes!

Nunca a convidei para uma empreitada, fosse pequena ou grande para ela dizer não. E foram muitas as ocasiões. E em muitas delas o insucesso foi total, mas, juntos, demos sempre a volta por cima e ela nunca reclamou nada, apesar dos despejos, penhora de anel, aniversário dos filhos com cuscuz em lugar de bolos, etc.

(...)

             O Quebador de Pedras

1965
Continuava quebrando pedras com alguns peões, sem o menor conforto. Não havia luz, nem água, nem comunicação. Carne, só de caça.

Minha esposa visitou-me naquela penúria. Meu cunhado Pedrinho acidentou-se quebrando pedras e ainda hoje carrega seqüelas desse acidente.

A história não nos revela mas Jesus Cristo, na sua longa profissão de Carpinteiro (mais de dez anos) deve ter sofrido também acidentes de trabalho e sua mãe, com certeza, fez-lhe curativos.

O resultado do concurso, nada. Fiz outro concurso para o Banco do Estado do Piauí.

(...)

Certo dia, cheguei à mata e encontrei Paulo, nosso cozinheiro, todo inchado. Parecia um cururu, piorava a cada dia e não sabia o que era aquilo. Indo eu à Teresina e consultando um médico amigo. Esse, pelos sintomas, achou ser insuficiência renal. Passou uns comprimidos. Levei, e ele começou a tomar. Retornei a Teresina e quando voltei à mata, 7 dias depois, o encontrei magro como um teteu e urinando a cada 10 minutos. Mandei suspender o remédio. O Paulo desinchou, ficou curado e nunca mais teve nada. O resto da vida me considerou “o salvador de sua vida!”

(...)

                       Os Correios
1966

Certo dia, na mata, no interior de José de Freitas, ouvindo um radinho de pilhas com os peões, ouvimos a seguinte notícia: 10 candidatos foram aprovados no Concurso dos Correios. Entre os 10 estava o meu nome.

Fiquei muito alegre, mas a maior alegria foi dos peões, pois viam em mim uma pessoa deslocada na função. Fiquei agora aguardado a nomeação para mudar de função. Enquanto isso, recebi uma carta da direção do Banco do Estado do Piauí, para uma entrevista: Falou-me o Diretor que a prova que fiz foi muito boa, mas necessitavam de pessoas mais jovens e meus 34 anos eram demais!

(...)

            O Sítio do Regato - Recife

1974

Pensava em deixar os Correios e partir para a Advocacia, mas a insegurança da nova profissão me atormentava.

Enquanto isso, batia cartão de ponto, já possuindo curso superior.

Nosso filho Luiz Carlos, com 13 anos, era o motorista da Kombi. Colocava um travesseiro para alcançar a direção: Carregava ração para os animais e água para a residência. Ajudava ainda fazendo pré-moldados para construção de diversos pisos, no que especializou-se. Algum tempo depois, fez os postes que utilizamos para cercar a chácara... Que desde que compramos, denominamos de Sítio de Regato...  Um morro, a 15 quilômetros do centro de Recife, com nascentes de córregos, mata virgem, etc.

(...)

                   O Cara-de-Pau

A fonte de proteína para nossa criação de suínos era vísceras de galinhas, que coletávamos nos abatedouros. Como, há alguns anos, em Teresina, havíamos tido problemas com a concorrência e se escassearam as vísceras, orientei que, no Recife, quando perguntassem para o que queríamos aquilo, ele não dissesse. De modo que, quando perguntavam, o Luiz Carlos dizia — com a maior cara-de-pau — que era para fazer picolés! Saiam nos xingando... Mas não tínhamos problemas com a concorrência.

(...)

             As Cruzes da Velhinha

1981

Trabalhando com seguros DPVAT viajei pela Bahia, Maranhão, Pará, Amapá, Ceará, Pernambuco etc.

Sempre aproveitei as vagas do carro para dar caronas a trabalhadores humildes que se deslocavam de um local para outro, principalmente aposentados em dia de pagamento, que sempre tinham o dinheiro para voltar, mas nunca o tinham para ir.

Certo dia, ao deixar uns cinco deles na porta de um banco, uma velhinha perguntou quanto era a passagem. Respondi-lhe que já estava paga. Ela ia indo, mas voltou pra perguntar: “Doutor, quem pagou?” Respondi-lhe: “Deus! O mesmo que me deu este carro!” Enquanto partia, notei, pelo retrovisor, que ela fazia ‘cruzes’, abençoando o meu carro.

Dali a poucos dias me deslocava de Parnaíba para Teresina, com o carro cheio de caronas. Na famosa ‘curva da Jurema’, ao frear o carro, num dia chuvoso — para não atropelar um cachorro que cruzava a pista — o carro desgovernou-se e deu três tombos, indo parar lá embaixo do aterro, com os pneus pra cima. Mas, mesmo estando o carro lotado, ninguém sofreu um só arranhão. E veja-se que o carro ficou tão danificado que a Seguradora me deu outro carro e vendeu aquele no peso, pois não seria econômico consertá-lo.

Nunca deixei de atribuir a incolumidade física de todos, naquela ocorrência, às cruzes abençoadas daquela velhinha. 


         Uns "Causos" Interessantes


Nesse meu trabalho aconteceram muitos fatos interessantes. Por exemplo, quando um certo funcionário de uma certa funerária, que ganhava comissões pela venda do caixão, chegou ao meu escritório com esta: “Doutor, virou um caminhão carregado de peões onde morreram três e tem dois com esperança.” “Esperança de que?” perguntei eu. E ele respondeu: “De morrer também, Doutor!”

Noutra ocasião me procuraram para requerer o seguro de um jovem que fora atropelado. O acidente aconteceu na vizinha cidade de Demerval Lobão. Como na hora não apareceram familiares, o corpo foi levado para a delegacia. Estava lá um repórter de um certo jornal que noticiou: “Jovem de cerca de vinte anos é atropelado e morto em Demerval Lobão e até agora não apareceram os familiares.”

Uma senhora, de Teresina, que tinha um filho da mesma idade desaparecido há uma semana, para lá se deslocou, levando documentos e fotos. Encontrou o corpo desfigurado, mas mesmo assim achou que era o seu filho, e o trouxe para fazer o velório em sua casa, contratando-me para requerer o seguro obrigatório.

Estava na delegacia o mesmo repórter, o qual noticiou: “Apareceu a mãe do rapaz atropelado.” E publicou nome e foto.

No dia seguinte recebi um chamado aflito da minha cliente: “Doutor, venha aqui urgente!” “Irei amanhã”, disse-lhe eu. E ela: “É caso de vida ou morte! Venha agora.” Fui.

Lá chegando, ela falou: “Olha só quem está sentado aí:... O Juarez, que você está tirando o seguro!” E eu: “Mas Juarez, tu não morreu não?” E ele: “Eu!!!? Eu tava era em Luzilândia quando vi minha foto no jornal dizendo que eu tinha morrido, então vim saber que história era essa.”

Retorqui: “E tu não assombrou as pessoas que assistiam ao teu velório?” E ele: “Não sei não Doutor, só sei que cheguei 'de noitinha'... E até que vi umas pessoas correndo, mas não sei se foi por isso não, Doutor!”

(...)

Fiscal do Trabalho: O Melhor Emprego

1983

Mesmo classificado em último lugar, fui chamado para o emprego de Fiscal da Receita Federal. Como a essa altura haviam equiparado as carreiras de Fiscal do Trabalho e Fiscal da Receita, não atendi ao chamado. O setor de Assistência Social telefonou-me perguntando a razão do meu não atendimento ao chamado, pois melhor do que aquele emprego só o de Senador da República. Expliquei-lhes a questão da equiparação com o meu emprego atual e concordaram.

(...)

                    A Aposentadoria

1985
Aproximando-se a minha aposentadoria, procurei dar o máximo de produção como Fiscal do Trabalho... Profissão que melhor Deus não poderia me dar.

Nunca vi coisa melhor do que chegar numa empresa e regularizar a situação dos empregados que estavam rezando para que lá aparecesse um Fiscal.

Em toda a minha vida de Fiscal nunca aceitei suborno para que desse como certo o que estava errado. E as ofertas foram muitas, assim como as ameaças pelos autos de infração que fiz.

Além de Teresina fiscalizei nas cidades de Parnaíba, Picos e Floriano, no Piauí. Em Pernambuco, fiscalizei, além de Recife, nas cidades de Petrolina, Triunfo, Serra Talhada, Salgueiro, Caruaru, Arco Verde, Pesqueira e Carpina.

(...)
               O Advogado de Timon
1989

Certo dia, quando Advogava uma causa de “B.A.” perdi a questão. Achei normal porque toda causa, um lado perde e o outro, ganha. E naquele dia foi a minha vez de perder.

Mas não pensou assim um amigo do meu cliente, que disse: “ - Também tu querias perder mesmo, porque foi contratar logo um Advogado de Timon!” Não me defendi. Aquilo fazia parte de minha “BA”.

(...)

         Nossa Casa... Nosso Quintal

1990

Nesse ano, nos mudamos de Teresina para Timon.

Moramos na beira do Rio Parnaíba, defronte a Teresina, num amplo terreno de oitenta metros de avenida, perfazendo quase quatro hectares.

Era um simples pasto... Hoje uma chácara, com lagoas, pedalinhos, gansos, ilhas, macacos, capivaras, cascata!

Quando compramos não sabíamos, mas hoje eu sei: É o lugar que Deus reservou para mim, neste mundo.

É bem verdade que Timon é muito depreciado por Teresina, mas como dizia Napoleão Bonaparte, é preferível ser rei num povoado, que vice-rei num império. E aqui sou rei!

(...)

(Fragmentos)
Autobiografia do Dr. João Ferreira de Melo
Escrito a duas mãos por João Ferreira de Melo e Lustato Tenterrara)



    Comentários à Primeira Edição:

"Conservo o teu livro como livro de cabeceira.
Nas dificuldades leio-o!”
Cristina (Funcionária Judiciária) - Teresina—PI


“Como sua vida teve amores lindos!
E que belos relatos sobre seus filhos adotivos!”
Maria de Jesus Carvalho (Colega de Ginásio) - Picos—PI


“Trabalhamos juntos,
mas nunca imaginei que você tivesse
tanta profundeza de alma!”
Dra. Ana Luiza (Médica) - Bom Jesus—PI


“Parabéns pela volta por cima,
depois de tantas quedas.”
Dra. Maria do Socorro (Sobrinha, Advogada) - São Paulo—SP


“Nossa! Quanta discriminação entre os filhos,
pelo simples fato de serem homens ou mulheres!”
Dr. Fabrízio (Filho, Advogado) - Teresina—PI


“Sua história me emocionou!”
Expedita Albano (Colega de Ginásio) - Picos—PI

“O que achei mais importante na tua história
foi o drible que destes nas dificuldades
que tentavam impedir tua trajetória!”
Maria de Jesus Nunes (Colega de Trabalho) - Parnaíba—PI

“Pense num homem que admiro!”
Dra. Rosana (Filha, Advogada) - Teresina—PI

“Estive no Piauí, e por aí li o teu livro.
Senti-me discriminado.
Retornando ao Rio, encontrei-o,
pois me remeteste pelos Correios.
Retiro o sentimento discriminatório.
Parabéns! Trabalho excelente.”
Sebastião Batista (Colega de Ginásio) - Rio de Janeiro—RJ

“Mas Vô,
nunca pensei que este grande Advogado
que é o meu avô
tivesse sido quebrador de pedras!”
Carla Mariah (Neta, Acadêmica de Direito)

“É admirável tua humildade
nas narrativas que fazes.
Muito interessante o destaque
que te deram em San José da Costa Rica!”
Dra. Carmem Ferras (Juíza) - São Pedro do

“Quero que meus filhos espelhem-se em ti!”
Alzenira Nunes (cliente) Brasília—DF

“É impressionante
como a religiosidade esteve sempre presente em tua vida. Parabéns!”
Mônica Lima (Professora, sobrinha) - Timon—MA

“Fascinante tua história!
A narrativa que fizestes sobre o Dr. Geraldo Almeida,
em audiência,
é a cara dele.
Emprega sempre táticas semelhantes e se sai bem.”
Dr. Acélio Correia (Advogado) - Teresina—PI

“Agora estou sabendo a razão do deslocamento
de nossa família de Pernambuco para o Piauí.
Nossa mãe sempre se omitiu sobre isso.”
Major Ricardo (Sobrinho) - Teresina—PI

“Trabalhamos juntos
e sei de muitas coisas que você não escreveu!”
Neco Batista (Cunhado) - Brasília—DF

“Você deixou de relatar todas as B.A’s que fez comigo,
não só quando criança
(não me batia quando estragava o seu globo),
mas principalmente como adulta,
como por exemplo
a ajuda que me deu na minha campanha
para Prefeita de Barro Duro.”
Direnice (irmã, Ex-Prefeita de Barro Duro—PI) - Teresina—PI

“Muito obrigada pelas referências elogiosas que fez a respeito da minha mãe e sua irmã Izaltina.”
Iraildes (Sobrinha) - Teresina—PI

“Quem poderia imaginar que o “menino da cadeira” chegasse onde chegou, depois de tantos transtornos!”
Rosita (amiga) - São Paulo—SP

“O que mais me impressionou na sua história foi, ao visitar Campo Santo e Santa Cruz, locais inóspitos, onde você nasceu e viveu até a adolescência, encontrar seus colegas de infância parados no tempo, enquanto você disparou. Sobre o seu livro, enche-me de orgulho poder dizer para aqueles que me são caros: ‘Toma, esta é a história do meu pai!’ Feliz é aquele que tem o privilégio de alguns minutos ao seu lado. E eu?! Que ganhei a dádiva de uma vida inteira experimentando o seu amor incondicional de pai!”
Dra. Viviane (filha, Odontóloga, Acadêmica de Direito)

“Maravilhosa a tua história. Apesar de havermos sido colegas de juventude, não sabia de nada daquilo. Parabéns!”
Idelzuite Leal (Colega de Ginásio) - Picos—PI

"Li o teu livro de uma tacada só. Não conseguia parar!”
Professora Ana Célia (Sobrinha) - Brasília—DF

“Li o teu livro duas vezes. Uma em Picos, no exemplar que me mandastes, e outra em Teresina, no que mandaste para minha filha Angélica. Parabéns!”
Dimas (Colega de Ginásio) - Picos—PI

“Agora entendi porque você me incentivava tanto para estudar DIREITO; Estava fazendo comigo o que fizeram com você. Estou concluindo o curso de Direito e meu primeiro convite de formatura vai ser para você!”
Dra. Cláudia (Funcionária Judiciária) - Teresina—PI

“Todos aqui leram o seu livro. Eu, Raimundo, José e Izabel. Maravilhoso. Ali onde você caia qualquer um tombava; Agora, dar a volta por cima que deu, quero ver quem dava.”
Carlos Sá (Colega de Ginásio ) - Salvador—BA

“Li o teu livro várias vezes. Esta tua filha Rosana deve ser um amor de pessoa, porque a cada momento fazes referências a ela.”
Lourdes Carvalho (Colega de Ginásio) - Picos—PI

“Recebi o seu livro. Você é um escritor, rapaz!”
Dr. Luiz Alencar Bezerra (Colega de Ginásio, Juiz do Trabalho, Jornalista) - Recife—PE

“Interessante a narrativa sobre o Advogado de Timon e a relação com o Profeta de Nazaré. Guardadas as devidas proporções, você está sendo para Timon o que ELE foi para Nazaré.”
Sargento Elias (Evangélico, Colega de infância dos meus filhos) - Canto do Buriti—PI

“Impressionante a tua afinidade com tua filha Rosana. Te conheço; quero conhecê-la!”
Dr. Donato (Auditor Fiscal do Trabalho, Colega de Trabalho) - Teresina—PI

“No seu livro você se omitiu em algumas coisas e falou demais em outras. Não deveria ter relatado o assassinato de seu Tônio, fato que envergonhou nossa família.”
Eremita (irmã) - Timon—MA

“Chorei muito ao ler teu livro. Mas também sorri. Parabéns!”
Vilani (irmã) - Barro Duro—PI

“Quantos tropeços, quantas reparações! Mande-me mais alguns exemplares para amigos.”
Ana Fonseca (Amiga, Assistente Social) - Teresina—PI

“Semana passada li sua autobiografia.
Foi uma leitura prazerosa e cheia de emoções.
Às vezes sorri
e outras, não contive a emoção, chorei. Parabéns!”
Dra. Carminha (Sobrinha) - Brasília—DF

“Interessante sua história. Tenho uma vida parecida com a sua. Inspirei-me em você e vou escrevê-la para meus netos.”
Dr. Valério (Juiz) - Teresina—PI

“Que bela história! Não é sem motivos que dizemos que um pai igual ao nosso só aparece a cada 1000 anos!”
Rosana, Viviane e Cristina (filhas)

“Todos aqui leram sua história. Você diz que lê a Bíblia, mas, pelo visto, não a entende!”
Celé Morais (Comadre, Amiga, Evangélica) - São Paulo—SP

“Me impressionou demais aquela história que você conta em 1971, no Rio, quando eu tinha 4 anos, e que você diz que era um soldado sem farda, na mão de generais desumanos e num campo de batalha desconhecido. Hoje, pai, você é campeão em tudo que empreende e nossos colegas advogados te chamam o Rei do DPVAT. Parabéns! Como já disse na primeira edição deste livro, vou tentar transmitir para meus filhos tua lição de vida.”
Dra. Rosana (Filha, Advogada) - Teresina—PI

“Entre os livros que deixarei para meus filhos, este terá grande prioridade. Foi uma honra ler e reler esta lição de vida. A revisão que fiz para a segunda edição do seu livro foi terminada no dia 25 de agosto, dia do soldado. Pensando bem... Você foi um... E bravo!”
Dr. Sérgio Batista (Colega, Escritor e amigo meu e dos meus filhos) - Teresina

“Acho que todo jovem deveria ler a tua história, pois é uma lição de vida!”
Professora Luiza Barreto (Amiga, Colega dos Correios) — Fortaleza—CE

Êita, Vôzinho que já fuçou! De menino da cadeira e peão, a Advogado! E os rastros que andou fazendo em São Paulo, Rio e Recife? Tudo isso sem falar no estrangeiro e em Timon... Pense numa criatura teimosa! Mas como você mesmo diz, se não fosse a teimosia de Colombo, nem a América existia. Te admiro, Vô!”
Ana Rosa (Neta) - Timon—MA

“Li o seu livro várias vezes. Como é que pode ter sido quebrador de pedras entre os anos de 65 e 67 se trabalhava nos correios? Será verdade?” Dr. Afrânio Brito (Secretário Judicial) Parnaíba—PI

“Estou me formando em Direito e graças a você. Seus incentivos, sua lição de vida que li em seu livro. Vou lhe mandar um convite especial. Deus lhe pague!” (Diversos Amigos)


Comentários à 2.ª Edição

“Me senti atravessando um campo de lembranças... Muito do que relatas são memórias de um tempo que também vivi. Suas lembranças, com um otimismo esperançoso e uma alegria inata, me contagiaram e me fizeram feliz!”
Maria do Socorro C. L. (Advogada, Administradora, Sobrinha), São Paulo—SP

“Fascinante tua história. Tenho uma filha adolescente e
notava que enquanto ela lia, ora sorria, ora chorava.
Torço para que ela te imite!”
Neide (Cliente, Amiga) – Codó – MA

“Não é sem razão que Euclides da Cunha disse que ‘o nordestino é, antes de tudo, um forte!’ Tu e nosso avô João de Melo confirmam este dito.”
Francineide Melo (Prima) – Dormentes – PE

“Sem querer desmerecer os belos comentários que fizeram do teu livro, o que mais gostei e me comoveu foi o da tua filha Viviane.”
Kátia (Cliente) – Teresina – PI

“Poucos livros se lê de uma só tacada... - Este é um deles!
Raros livros se lê mais de uma vez; mais de duas vezes, mais de três vezes...
- Este também é um deles!”
Lustato Tenterrara (filho e Advogado)

“Pai, sua companhia é uma dádiva; sua experiência de vida me orgulha. Família a gente não escolhe, se ganha. Acho que ganhei um prêmio acumulado por ter você e a mamãe como pais. Espelho-me sempre em você. Obrigada por ser meu pai. E veja só as coisas que mais gosto: Tomar café com você; levar-lhe ao médico; chegar em casa e ver que você já chegou de alguma viagem; chegar atrasada ao trabalho porque fiquei mais alguns minutos com você à mesa; me encantar com suas histórias, mesmo já repetidas.”
Dra. Viviane (Filha) – Timon – MA

“Lendo o seu livro constatei que você é mesmo meu irmão em Cristo.”
Polyana (Estudante, evangélica), Teresina—PI

“Interessante aquele teu comentário sobre o que disse o Padre Antônio Vieira: ‘Quem amou nunca esqueceu. Quem esqueceu nunca amou!’ Tive uma aventura semelhante à tua, e aquilo é pura verdade.”
Janara (ex-Aluna) – Teresina – PI

“Gostei muito daquela narrativa de 1946, onde você diz que me fez muitos bilhetes, mas nunca me entregou nenhum. Obrigada. Adorei-os, mesmo sem saber, na época, da existência deles.” Cilinha (Coleguinha de Infância) – Paulo Afonso – BA

“O mais importante em tua história é que sempre vencestes os obstáculos com teus próprios méritos, sem ajuda de ninguém.”
Dr. Alfredo Albano (Colega de Ginásio) – Brasília – DF

“Trabalho no Arquivo Público e lá, cataloguei o teu livro. Assim, daqui a cem anos — ou mais — alguém ainda possa te imitar, como o faço agora, tentando ser Advogada.”
Jesus Nunes (Acadêmica de Direito) – Teresina – PI

“Pai, adorei o teu livro, principalmente o que está escrito no ano de 1988, onde você registrou a minha existência. Sim, serei médica, porque se pode matar o sonhador, mas não o sonho. Repito o que já disse minha irmã Viviane: ‘Obrigada por ser meu pai!’ Por onde passo, ando repetindo isso.”
Ana Cristina (Filha, Acadêmica) – Teresina – PI

“Recebi seu livro. Li todo, mas não entendi tudo, porque não sei espanhol.”
Samara (Comadre) – Esperantina – PI

“O seu livro me enche de orgulho e é uma lição de vida. E imagine ser citada como a sobrinha e afilhada preferida? Você registrou isso no ano de 1965. Grata.”
Ana Sílvia (Sobrinha e Afilhada) – Teresina – PI

“Você diz que na sua juventude teve vários amores e se justifica dizendo que foi ‘um de cada vez’. Entretanto, pela quantidade, acho que você os tinha paralelamente.”
Maria das Dores (Colega de Juventude) – Afrânio – PE

“Meu pai, que é militar, gostou do teu livro, principalmente a parte do castigo que o Cabo Elieser te deu e o troco que tu destes, quando Sargento. Quanto a mim, gostei principalmente das fotos e mais ainda daquelas de quando eras jovem!”
Emanoelly (Estudante) – Teresina – PI

“Lendo o seu livro senti inveja do tratamento carinhoso que você sempre dá às suas filhas”
Ritinha (Amiga, Estudante) – Teresina – PI

“Será que a Viviane foi a Pernambuco só tirar aquela foto do menino da cadeira? Se foi, valeu!”
Chico Déo (Irmão) – Teresina – PI

“Vez por outra estou relendo o teu livro, principalmente a parte que me toca, ou seja, quando falas dos meus sogros, que não conheci”
Goretti (Sobrinha) – Teresina – PI

“Lendo o seu livro, nota-se que você foi sempre uma pessoa iluminada.”
Tatiana (Fazendária) – Picos - PI

“Já gostava de você e ainda mais agora, depois que li o seu livro. Acho que você é como um diamante: Nada impede que você brilhe. Me comove ver estampadas no seu telefone as fotos de Ana Cristina e Maria Eduarda, as duas que, conforme você diz, não queriam que nascessem.”
Içara (Estudante) – Teresina – PI

“Recebi o seu livro. Grata. Com calma irei escrever alguma coisa sobre ele.”
Dra. Mirtes (colega da Faculdade e dos Correios) – Recife – PE

“Parabéns. Excelente trabalho! Mas o que eu mais gostei mesmo — no teu livro — foi a dedicatória que fizestes no meu exemplar!”
Dra. Belanda (Enfermeira) – Belém - PA

“Grata pelo livro. Emocionei-me com aquela narrativa sobre Seu Tônio. Adorei o que dissestes sobre teus filhos. Comoventes os comentários sobre teus filhos adotivos.”
Gonçala (Cliente), Rio de Janeiro—RJ

“Li o seu livro. Desde criancinha adorava você. Agora, adulta, depois de ler esta linda história, vou tentar lhe imitar.”
Ingrid (Prima, Estudante), Petrolina—PE

“Grata pelo livro. Que fotos lindas! Escreva qualquer coisa que eu tenha dito e coloque meu nome na próxima edição.”
Mara (ex-aluna), Teresina—PI

“Você já contou várias vezes aquela história que diz que durante um mês, em São Paulo, seu almoço era uma única banana. Como todas as vezes conta da mesma forma, só pode ser verdade, pois mentiras não se contam várias vezes da mesma forma.”
Joquielma (Estudante), Teresina.– PI

“Li seu livro. Verifiquei que enquanto meu namorado Coutinho o lia, estava constantemente sorrindo. Quanto a mim, achei romântico os seus amores de juventude. Tenho algo parecido, mas não escreva.”
Anne (Fazendária), Teresina—PI

“Vez por outra estou relendo alguns trechos de tua história. Impressionante tanta volta por cima. Quero que meus filhos te imitem.”
Zequinha Albano (Colega de Juventude) – Picos – PI

“Recebi o teu livro. História fascinante. Em 1951 eu era uma adolescente de 13 anos e acho que fui tua namorada!
Não te lembras disso?”
Selene – Água Branca – PI

“Achei interessante aquela narrativa de 1951, da quebra e divisão do lápis, com seus concorrentes, mas colegas. Já naquele tempo você fazia suas BA’s de ajuda aos outros. Por isso Deus sempre lhe ajudou.”
Daniele (ex-Aluna) – Teresina – PI

“Achei interessante aquele comentário seu sobre os bilhetes para sua namorada infantil que você não os entregava. Comigo acontecia coisa semelhante.”
Antônia Maria (Cliente) – Teresina - PI

“Seu livro me encheu de entusiasmo. Vejo que o seu sofrimento aqui em São Paulo superou o meu. Agradeço a Deus pelo tio que tenho.”
Érica Michely (Sobrinha, postalista dos Correios) – São Paulo – SP

“Conheci a Dra. Iracema, aquela adolescente que você faz referência em 1957. Ela confirmou tudo aquilo e diz que te estima muito.”
Júnior – Altos – PI

“Quanta BA! Eu mesma já fui objeto de uma delas.”
Dra. Aparecida – Picos - PI

“Achei interessante aquelas passagens de sua vida militar: o lápis quebrado, os castigos, etc.”
Estefânia (ex-aluna) – Teresina – PI

“Achei interessante aquele comentário: ‘li todo, mas não entendi tudo’!”
Mariah (Neta, Acadêmica em Direito), Teresina– PI

“Você disse que vindo recentemente a São Paulo, pegou um táxi e foi visitar as quatro empresas onde trabalhou aqui. As quatro haviam falido. Também pudera, você demitiu-se delas!”
Dr. Gustavo Loiola (Economista, ex-Presidente do Banco Central do Brasil), São Paulo—SP

“Na tua história há trechos comoventes, como quando falas sobre o Hélio, a Viviane e a Cristina.”
João Campos (Colega de Trabalho) – Recife – PE

“Muito humor no seu livro. Os tropeços que apareceram no seu caminho você os driblou e agora ri deles. Parabéns.”
Evandro (Poeta, ex-Aluno), Teresina—PI

“Recebi o seu livro. Quanta BA! Você talvez não se lembre, mas eu também fui beneficiada com uma delas. Deus lhe pague.”
Joquielma (ex-aluna), Teresina—PI

“Aquela narrativa que fazes, em 1971, sobre a insensibilidade dos militares que administravam os Correios, é pura realidade. Também senti na pele aquilo, quando precisei deles!”
Gutembergue (Escritor, Colega dos Correios), Teresina—PI

“Seu livro tem a letra muito pequena, Vô. Não gostei. Só li onde fala de minha mãe. No Recife, as pessoas riam quando ela me mostrava as pontes que você fez para ela, na sua infância. E eu já estou quase acreditando que não é verdade aquela que você fez para mim aqui, porque meu irmão José Carlos foi mostrar a dele para uns colegas e foi vaiado.”
Isabele (neta, 6 anos), Teresina – PI

“Sou professor de geografia e li em classe aquela passagem do seu livro onde você diz que teve que refazer várias vezes o desenho do globo terrestre (em uma bola), e por isso se tornou doutor em Geografia!”
Dr. Benedito Barbosa (Secretário Judicial), Teresina—PI

“Na primeira edição do teu livro eu disse que tu eras um escritor. Agora digo mais: além de escritor, és jornalista, pois narra os fatos tal qual aconteceram, mesmo que te depreciem. Aproveito para dizer o mesmo que a Rosana disse: ‘Pense num homem que admiro!’”
Dr. Luiz de Alencar Bezerra (Colega de Ginásio, Juiz do Trabalho, Jornalista) – Recife – PE

“Conheci o tal Cabo Elieser, que você faz referência em 1951. Ele era exatamente o que você disse: um Oficial sem estrelas!”
Cap. Moura (Cliente, Capital do Exército), Teresina—PI

“Gostei daquela transcrição que você fez do Padre Antônio Vieira: ‘Quem amou nunca esqueceu. Quem esqueceu nunca amou!’ Pois não é que nunca esqueci meu primeiro amor? Até procuro não olhar nos seus olhos.”
Dra. Maria Aparecida (Advogada) – Picos – PI

“Acho que você não só entende a Bíblia, como também a pratica.”
Vilani (Irmã, Católica) – Barro Duro – PI

“Adorei o seu livro. Já o li várias vezes. Uma para mim e outras para meu avô, que está sempre me pedindo para relê-lo. Quero que você o conheça.”
Luana (coleguinha da Ana Cristina), São Gonçalo—PI

“O seu livro deveria ser lido por todo jovem que tem a tendência de parar diante do primeiro obstáculo. Infelizmente há passagens tristes, como o assassinato de Seu Tônio, mas há muitas narrativas emocionantes, como tua afeição aos filhos, principalmente às filhas.”
Dr. Ivanildo (Professor, Secretário Judicial), Teresina—PI

“Nada tenho a comentar sobre o seu livro porque sei de muita coisa que você deixou de fora!”
TIM (Genro, Acadêmico em Direito da O.T.) – Timon – MA

“Recebi o seu livro. Você m’o ofereceu dizendo: ‘com a minha continência de Sargento’. Você é que merece continência, Professor!”
Dr. Acendino (ex-aluno, Dentista, Coronel do Exército), Timon - MA

“Eu dou é graças a Deus, por você ser um grande Advogado de Timon, pois libertou o meu filho, nada me cobrou, e ainda me mandou um galeto e um litro de vinho para comemorarmos sua libertação. Que lhe pague Nossa Senhora, que você tanto fala no seu livro, e que também teve um filho preso.”
Rosa Maria (Cliente) – Teresina – PI

“Muito significativa aquela foto da sua filha Viviane na cidade onde você foi o menino da cadeira.”
Zeli (ex-Aluno) – Teresina – PI



     ************   **********  **********


Depois publicarei a continuação e as duas outras histórias que se entrelaçam com esta... Estão no forno!

Ah! se quiser ver o quintal que o protagonista fala, acesse o link abaixo:

http://www.flogao.com.br/quintaldavilani


É o quintal de nossa casa!

Tem até uma comunidade, no orkut...

Um sítio...
Localizado na cidade de Flores, no Estado do Maranhão,
atualmente, Timon... Assim mesmo... com 'n', no final...

Dos recantos do quintal,
sem o menor esforço,
avista-se as praças e as igrejas do centro Teresina.

Pode-se ir caminhando... No calçadão...

Depois, uma das pontes... O Rio Parnaíba...

Apenas as 'coroas' do Rio Parnaíba, a separar duas cidades...

(...)

De

Súbito!

O Escritor levanta...


(...)


Bom...

Até mais...

Um Abraço!

Além dos Prazeres...

Outros Prazeres!


Lustato Tenterrara

Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Publicado em 24/04/2007 às 02h45


Comentários

Tela de Claude Monet
Crie o seu próprio Site do Escritor no Recanto das Letras