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Textos
Quem Vive Dentro de Ti, Morre, se Sair (Elmano Sandino)
Se fosse possível descrever em simples palavras o fogo, a pedra, o vento, a água que está em ti!
Mas é impossível.
Porque tal simples palavra inexiste.
Porque essa palavra é complexa, e está em ti, em tua alegria, em teu peito, no teu jeito.
Fiquemos então assim: Para que eu não me acostumes a ti, que eu fique bem longe de ti; E tú... Para que não me maltrates, bem longe de mim...
Porque senão, pequena menina dos olhos teus, nossos corpos engafinharão-se numa luta de desejos e suores e desejos... De eternas luxúrias, e imensas mansidões...
E um dia... Quando tu não me suportares mais... -- É, minha pequena menina, o "sempre e o eterno" são efêmeros -- E nesse dia, quando a minha presença houvesse que sair de dentro de ti... Nesse dia, metade de mim morreria... Porque, tenho certeza, pequena menina dos olhos meus, quem vive dentro de ti, morre, se sair.
Se tu me acostumares a ti, E se houver eu -- um dia -- de viver fora de ti, morrerei por falta de ar, de matéria... Por falta de mim! (Elmano Sandino)
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Esta mesma publicação, no Site do Escritor, com música de fundo "Da Vez Primeira Que Me Assassinaram" Letra de Mario Quintana Música: Cláudia Simone e Banda Intérprete: Cláudia Simone
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Lustato Tenterrara |
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Publicado em 30/05/2010 às 13h33
Música: Soneto XVII (Da Vez Primeira que me Assassinaram) - Cláudia Simone
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